sábado, 15 de novembro de 2008

Manifesto em Repúdio ao Trabalho Escravo!!!

É recentemente que vimos em Goiás novamente a absurda situação de manutenção de trabalho explicitamente escravo, no meio rural, em fazendas de latifundiários, exploradores do povo.

Ultimamente vem sendo divulgado o que já é fato há muito tempo não só no estado como em todo Brasil, o triste fato de que o trabalho escravo em todas as suas formas é largamente utilizado pelos “magnatas da terra” como meio de dominar o trabalhador, não só economicamente, socialmente, culturalmente, e materialmente, mas também lhe retirando a pouca liberdade que lhe resta, e assim destroçando a sua dignidade.

Somente neste ano mais quase 900 trabalhadores foram encontrados em condições de escravidão apenas em 2008. A se julgar pela condescendência, e complacência que os governantes burocratas e os patrões, que os sustentam, devemos supor sem medo de errar que este número é muito maior, estando ocultos pelos interiores a fora.

As condições são mais que precárias: falta de acomodações; lugar inapropriado para a alimentação, tendo os trabalhadores que fazer suas refeições ao relento e ainda comer alimentos que estavam impróprios para o consumo por não haver lugar para acomodá-los; jornada de trabalho flagelante, que pode passar facilmente de 15 horas diárias. Ainda é de se destacar a presença de armazéns e supermercados mantidos pelos latifundiários, onde se cobram preços extremamente altos, onde se obriga os trabalhadores da fazenda a comprarem exclusivamente nesses estabelecimentos, e ainda com os baixíssimos salários pagos, fazem com que o trabalhador se encontre em permanente dívida com o patrão, no caso o grande proprietário de terras, tornando-o um escravo. Situação muito semelhante a vivida pelos primeiros imigrantes vindos para trabalhar nas lavouras de café no século 19.

Não podemos deixar de pronunciar-mos a respeito do cinismo do ministério do trabalho dizendo que combate o trabalho de escravidão, sendo que este ultimo está concentrado nos canaviais, que sustentam a indústria do álcool e do açúcar, nas carvoarias, que dão combustível as grandes indústrias de gêneros, que mantém-se dominando e sugando o povo pela exploração e pela repressão exercida pelo Estado que por sua vez é a fonte do ministério do trabalho.

Também repudiamos os sindicatos pelegos (CUT, Conlutas, etc), que claramente não se preocupam com os trabalhadores rurais, e de pouca instrução. Por certo que estes trabalhadores por não poderem lhes alavancar para posições dentro do cenário governamental, para eles não existem.

Para os todos os trabalhadores que arriscaram suas vidas e até mesmo as perderam para fugir das fazendas e do trabalho escravo, e gritar a todos a sua situação e de seus companheiros, aqui dedicamos nosso apoio e solidariedade.

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