sábado, 1 de novembro de 2008

Luta do Trabalhador contra o Trabalho Excessivo

Já existiu o tempo em que os trabalhadores se degradavam, flagelavam-se em jornadas de trabalho que chegavam a 16 horas, ou até mesmo mais do que isso (isso sem contar que era muito comum crianças e idosos freqüentando tais ambientes degradantes. Esta situação de extrema exploração, do trabalhador, a pessoa humilde, sincera, e sagaz continuou fervorosamente até meados 19.
A luta contra tal situação de exploração ao trabalhador começou a se reverter com a criação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), que em seu primeiro congresso afirmou: “A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO É O PRIMEIRO PASSO PARA A EMANCIPAÇÃO OPERÁRIA”. Nesta época foi elaborada a meta da redução da jornada laborial para 8 horas diárias, ou 40 horas semanais, que nos dias atuais são vigentes. No dia 1º de maio de 1886, se realizou a conquista definitiva de tal condição.
No Brasil, a luta pelas 8 horas diárias de trabalho iniciou-se com a criação da Confederação Operária Brasileira (COB), em 1906, assim reunindo trabalhadores de todo tipo de atividade, culminando nas Greves Gerais Revolucionárias de 1917 à 1919, conseguindo alcançar o alvo de sua luta.
Evidentemente que o grau de exploração sofrido pelos trabalhadores aumentou bastante, por vários métodos utilizados pelos patrões como, a imposição do aumento de produtividade sem ganho extra ao empregado, a criação da “hora extra” de trabalho, ultimamente a terceirização, etc. É sempre válido lembrar que quem sofre com tais medidas são os que trabalham e que precisam sujeitar-se a tal situação. Se você trabalha, está sofrendo diretamente os efeitos da expropriação de sua força de trabalho, se não trabalha pode sentir mesmo que indiretamente esse efeito, pois já que você não tem as condições para se auto-prover, então alguém (geralmente bem próximo) o fará, por exemplo, pai, mãe, cônjuge, etc. Por esse motivo, é nossa proposição imediata A REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHA PARA 6 HORAS DIÁRIAS, 30 SEMANAIS, SEM DIMINUIÇÃO DE GANHOS.
É evidente que a luta de todo povo trabalhador, contra os patrões capitalistas, que usurpam as riquezas e minoram as energias de todos nós, não se resume somente a redução da jornada de trabalho, o objetivo final é a emancipação total destes, que somente pode advir com a retomada das riquezas e dos meios de produção que se encontram nas mãos tiranas da burguesia, e que de direito pertence a todos.

Um comentário:

Paulo Afonso disse...

Muito boa explicação!

Total acordo!

Considero que a base para uma organização social anarquista é o anarco-sindicalismo, pois o qual é contido de somente trabalhadores, e trabalhadores anarquistas. Então, ninguém melhor para organizar o trabalho em uma sociedade libertária e justa que os próprios trabalhadores.